terça-feira, 30 de julho de 2013

Períodos e campos de Investigação da Filosofia Grega.

Os períodos da Filosofia Grega São:

1º Período Pré-Socrático ou cosmológico – do fim do século VII a.C. ao fim do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e as causas das transformações na natureza.

2º Período Socrático ou antropológico – do fim do século V a.C. a todo século IV a.C, quando a filosofia investiga as questões humanas, isto é, a ética, a política e as técnicas, e busca compreender qual é o lugar do homem no mundo.

3º Período Sistemático – do fim do século IV a.C ao fim do século III a.C., quando a filosofia busca reunir e sistematizar tudo que foi pensado pela cosmologia e política nas técnicas. Nesse período desenvolvem-se a teoria do conhecimento, a psicologia e a lógica. Além disso, os filósofos procuram encontrar o fundamento último de todas as coisas ou da realidade inteira, e essa investigação, séculos mais tarde, será designada com o nome metafísica.

Período helenístico ou greco-romano – do fim do século III a.C. ao século VI d.C. Nesse longo período, que abrange a época do domínio mundial de Roma e do surgimento do cristianismo, a filosofia se ocupa sobretudo com as questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a natureza, e de ambos com Deus.
Pode-se perceber que os dois primeiros períodos da filosofia grega têm como referência o filósofo Sócrates de Atenas, donde a divisão em filosofia pré-socrática e socrática.

A civilização helenística, decorrente da fusão da cultura grega com a oriental, caracterizava-se pelo universalismo e cosmopolitismo. Um novo clima intelectual se formou em substituição aos antigos nacionalismos das cidades-Estado. Nas comunicações mediterrâneas, a civilização começa a aparecer como um valor comum a todos os homens.
As religiões se fundiram em um sincretismo, tendendo à adoração geral de todos os deuses, independentemente da sua origem.
O pensamento helenístico foi uma reação à resignação de Epicuro que aconselhava a busca dos verdadeiros prazeres, os que seriam duráveis na vida.

Os avanços do conhecimento grego antigo
O movimento intelectual se acentuou entre os gregos. Escrevia-se e lia-se sobre todos os assuntos. Na arte, o estudo da personalidade humana fez do retrato o gênero da moda. Euclides (séc. III a.C.) fundou uma escola de matemática em Alexandria, onde estudou  um dos grandes sábios da humanidade, Arquimedes (287-212 a.C), que tirou a ciência dos entraves idealistas do pensamento platônico, desenvolveu a matemática e a estética. Aristarco (séc. II a.C) calculou a distância entre a Terra e a Lua, afirmou o heliocentrismo e que a Lua giraria em torno da Terra, e que as estrelas fixas estavam mais distantes que o sol. Eratóstenes (284-192 a.C) calculou a circunferência da Terra e fez um mapa com um oceano em volta de todo o globo.
Todo esse conhecimento científico só alcançaria o Ocidente no fim da Idade Média e início da moderna. Os gregos, por meio do raciocínio lógico, avançaram bastante no conhecimento, mas não na tecnologia.

Sócrates contra os sofistas
Sócrates rebelou-se contra os sofistas, dizendo que eles não eram filósofos, pois não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade, defendendo qualquer ideia, se fosse vantajoso. Corrompiam o espírito dos jovens, pois faziam o erro e a mentira valerem tanto como a verdade.
Discordando dos antigos poetas, dos antigos filósofos e dos sofistas, o que propunha Sócrates? Propunha que, antes de querer conhecer a natureza a antes de querer persuadir os outros, cada um deveria primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo. Por fazer do autoconhecimento a condição de todos os outros conhecimentos verdadeiros é o que se diz que o período socrático é antropológico, isto é, volta-se para o conhecimento do homem.

As ideias de Sócrates.
Sabemos que os poderosos têm medo do pensamento, pois o poder é mais forte e se ninguém pensar, se todos aceitarem as coisas como elas são, ou melhor, como nos dizem e nos fazem acreditar que são. Para os poderosos de Atenas, Sócrates torna-se um perigo, pois fazia a juventude pensar. Por isso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis. Levado à assembléia, Sócrates não se defendeu e foi condenado a tomar um veneno, a cicuta.
Por que Sócrates não se defendeu? “Por que”, dizia ele, “se eu me defender, estarei aceitando as acusações, eu não as aceito. Se eu me defender, o que o juízes vão exigir de mim? Que eu pare de filosofar. Mas eu prefiro a morte a ter que renunciar à filosofia.

Exercícios

1-     Quais os principais períodos da filosofia grega?
2-     O que ensinavam os sofistas?
3-     O que propunha Sócrates contra os sofistas?
4-     Por que Sócrates não se defendeu das acusações recebidas?
5-     O que a filosofia investiga no período socrático ou antropológico?
6-     Qual o papel da Filosofia no Período Sistemático? O que se desenvolveu nesse período?
7-     De se ocupa a filosofia no Período Helenístico ou greco-romano? 

8-     Discordando dos antigos poetas, dos antigos filósofos e dos sofistas, o que propunha Sócrates?